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Carlos Magno e o Anjo (Dumas Pai)

Por volta do ano 868, Carlos Magno tinha resolvido fazer construir um palácio que dominasse o Reno, e em 874 esse palácio estava construído. Era um magnífico edifício, metade fortaleza, metade castelo, sustido por cinqüenta colunas de mármore e cinqüenta colunas de granito. Estas colunas de mármore lhe tinham sido enviadas de Roma e de Ravena, pelo papa Estevão III, e as colunas de granito tinham sido tiradas de Adenwald. De modo que, vendo sua nova morada imperial tão lindamente acabada, ele resolveu convocar aí uma assembléia. Em conseqüência, os príncipes e os senhores das cercanias foram convocados para essa grande solenidade.

Na noite que precedeu a data em que a assembléia devia se realizar, quando o imperador acabava de adormecer, um anjo lhe apareceu e disse estas palavras: “Carlos, levanta-te e rouba”. Carlos Magno se levantou depressa e sentiu um perfume celestial no quarto. Mas, como as palavras que o anjo dissera lhe soavam mediocremente em relação com os preceitos de Deus e da Igreja, afigurou-se-lhe haver sonhado, e readormeceu.

Porém, mal o imperador tinha fechados os olhos, a mesma visão lhe apareceu de novo, e, com um rosto severo, como o de um mensageiro que tem direito de censurar, se não lhe obedecem às ordens, o anjo repetiu pela segunda vez, com voz grave, as palavras que tinha dito e que o imperador acreditava ter ouvido mal. Ele abriu depressa os olhos e viu o quarto pleno de uma luz celestial, que foi, pouco a pouco, enfraquecendo, e acabou por se extinguir completamente.

Entretanto, a ordem tinha sido tão estranha, que Carlos Magno hesitou ainda em obedecer, e, repousando a cabeça no travesseiro, dormiu uma terceira vez. Dessa feita ainda, o mesmo anjo apareceu, mas com um semblante ameaçador, e reiterou a mesma ordem, com uma voz tão imperiosa, que o imperador, que, entretanto, não era absolutamente fácil de se amedrontar, estremeceu de terror e se levantou sobressaltado. Dessa vez, não somente o mesmo celestial aroma se espalhava, e a mesma luz resplandecente brilhava, mas ainda o anjo estava de pé, junto ao seu leito, e não foi senão quando teve certeza de que o imperador não podia duvidar da realidade de sua presença, que ele estendeu suas asas de ouro e desapareceu. Dessa vez, Carlos Magno não teve nenhuma dúvida de que a ordem lhe vinha do céu, porque o mensageiro era belo demais para ser um enviado do inferno.

Carlos Magno não hesitou mais, então; levantou-se depressa, vestiu-se às apalpadelas, deplorando esse mandado do céu, que lhe ordenava começar tão tarde um serviço tão infame. Mas o imperador era como Abraão, decidido a tudo sacrificar a Deus, mesmo sua honra. Em conseqüência, revestiu-se da couraça, cingiu a espada e tomou o capacete na mão, como se fosse comandar uma dessas expedições guerreiras, pelas quais tinha tanta simpatia, quanto tinha repugnância por aquela; enfim, ele saiu de seu quarto e, parando numa galeria que dominava toda a região, fez uma pausa para decidir de que lado iria ser esse roubo que o embaraçava tanto realizar.

De resto, a noite estava sombria, como convém a tal expedição; mas, por inspiradora que fosse a escuridão, o imperador era de tal modo noviço na nova arte que lhe era preciso exercer, que, por mais que vagueasse no sentido do comprimento e no da largura, depois de quase uma hora, ainda não lhe tinha chegado a menor idéia, quando, de súbito, percebeu que acabavam de lhe furtar o capacete que ele tinha pousado na balaustrada da galeria. 0 imperador procurou bem de todos os lados, olhou dentro e fora; mas toda a busca foi inútil: o capacete tinha desaparecido.

Tanto o furto era audacioso, como o ladrão era hábil; e tanto mais o ladrão era hábil, mais, em semelhante circunstância, ele podia dar um bom conselho ao imperador. Assim, pareceu-lhe que esse ladrão era um novo favor do céu que, vendo seu embaraço, tinha tido piedade dele. Em conseqüência, levantou a voz:

– Que aquele que me furtou o capacete – gritou ele – se apresente diante de mim, e, sob minha palavra de rei, em lugar de ser castigado, ele receberá uma recompensa de cem ducados.

Logo, uma explosão de riso agudo retiniu na própria galeria, e de sob a tapeçaria que recobria uma mesa, Carlos Magno viu sair seu anão, que se aproximou e lhe estendeu o capacete, a fim de que ele jogasse ali dentro a soma prometida.

– Ah! és tu, infame ladrão – disse Carlos Magno; – eu deveria ter visto que ninguém, senão tu, seria capaz de semelhante golpe; e deveria ordenar que te dessem cem vergastadas, em lugar de te prometer imprudentemente que daria cem ducados.

– Sim, mestre – disse o anão -, teria sido mais econômico, é verdade; mas um homem honesto não tem senão uma palavra. Eis o capacete; onde estão os cem ducados?

– Tu os terás de pronto, quando me tiveres dado um bom conselho.

– Os cem ducados – disse o anão – foram prometidos pelo capacete e não pelo conselho; dá-me os cem ducados pelo capacete e terás o conselho de graça.

Carlos Magno estendeu a mão para segurar o engraçado que lhe falava com tanta ousadia; mas o anão viu o movimento, e, rápido como o pensamento, saltou por sobre a balaustrada, com a destreza e a agilidade de um macaco, pôs-se a subir ao longo de uma das colunas, e não parou senão quando ficou a cavalo numa das folhas do capitel. Lá, ele se pos a cantar uma canção de que compunha, a um só tempo, a música e as palavras. Esta canção dizia:

“Eu já tenho um capacete, um belo capacete, um capacete encimado por uma coroa real: um capacete que me custa cem ducados”.
Eu vou tratar de obter pelo mesmo preço uma couraça e uma espada, e então me farei armar cavaleiro, por algum imperador que jamais tenha faltado à sua palavra”.
“Depois, quando eu tiver sido armado cavaleiro, terei uma grande espada e uma boa lâmina, ir-me-ei por montes e vales, fazendo justiça, porque nos países da Germânia e da França justiça é de grande necessidade que seja feita”.
“Mas, olá! onde encontrarei, para me armar cavaleiro, um imperador que não tenha jamais faltado à sua palavra?”

0 ruído de uma bolsa que tombava nas lajes interrompeu o improviso do cantor; o anão compreendeu que a lição de moral tinha produzido seu efeito, desceu da cornija e foi apanhar a bolsa, com um olho nela e outro no imperador.

– Vamos, vem aqui, tolo – disse Carlos Magno -, e não temas. Preciso de ti.

– Ah! agora – disse o anão -, se tens necessidade de mim, é outra coisa, e não tenho mais medo.

– Eu desejaria roubar – disse Carlos Magno.

– Péssima profissão – disse o anão -, sobretudo quando se dá o caso com pessoas que prometem e que não sustentam; também, atende-me, uma vez que tiveste a infelicidade de ter nascido homem honrado, permanece honrado.

– Eu te digo que quero roubar – disse Carlos Magno com um tom que provava que ele começava a se cansar das reflexões filosóficas do seu interlocutor.

– Ah! então – disse o anão –, se é uma vocação decidida, não há nada a dizer. Que queres roubar?

– Ah! É justamente o que não sei – disse Carlos Magno. – Porém quero roubar alguém, isto imediatamente, esta noite.

– Diabo! disse o anão. Pois está bem! Roubemos.

– Mas roubar quem? – perguntou Carlos Magno.

– Presta atenção – disse o anão, estendendo a mão. – Vês esta pobre cabana?

– Sim – disse o imperador.

– Pois bem! Trata-se de um bom golpe a dar. Não pobre como te pareça, ela contém hoje cem florins; há perto de dez anos o camponês que a habita trabalha todos os dias desde às cinco horas da manhã até às oito da noite, de maneira que, à força de remover a terra, pôs de lado esta soma. A porta fecha mal, o homem tem sono pesado, tu vês que é fácil de roubar.

– Miserável! – gritou Carlos Magno. – Tu queres que eu vá tomar a um desgraçado o fruto de dez anos de trabalho, um dinheiro todo molhado com seu suor!

– Eu! – disse o anão – eu não quero nada; tu me pedes um conselho, eu to dou, eis tudo.

– Um outro, um outro! – gritou Carlos Magno.

– Vês aquela casa de campo? – disse o anão, estendendo o dedo em outra direção.

– Vejo-a – respondeu o imperador.

– É um comerciante rico. Não são florins que tu encontrarás em casa dele, são ducados, e não os contarás por centenas, mas por milheiros.

– E sem dúvida – disse Carlos Magno – foi praticando a usura e vendendo com pesos falsos que ele adquiriu semelhante fortuna.

– Não – disse o anão -, não, foi fazendo para ele, como para os outros, cálculos rigorosamente exatos, que sua probidade tornou-se proverbial, e, por acaso, para aquele a honestidade trouxe o que traz para outros a velhacaria.

– Como! Patife! – disse o imperador. – E é justamente um homem que faz fortuna de maneira tão honesta que queres que eu arruíne?

– Eu não quero nada – disse o anão. – És tu, ao contrário, que queres roubar. Eu te digo quais são aqueles que têm o dinheiro, eis tudo.

– Sim, sem dúvida, eu quero roubar – disse o imperador -, mas não o pobre trabalhador, não o comerciante industrioso; preferia roubar algum abade, engordado pelo repouso, enriquecido com o dízimo, que não tenha jamais feito nada senão dormir, comer e beber. Eis quem eu queria roubar, se tu queres saber.

– Peste! para um principiante – disse o anão -, não está mal raciocinado; mas, roubando tal homem, seria o mesmo que roubar os pobres, porque ele saberia bem se fazer pagar, no dia seguinte, pelo povo, o dobro do que tu lhe tivesses tomado.

– Pois bem; então – disse o imperador -, eu queria roubar qualquer um desses maus cavaleiros, que não vivem senão de pilhagens e ladroeiras; que traem aqueles que deveriam servir, e que oprimem os que deveriam defender.

– Ah! então é outra coisa, porque não te explicaste em seguida? – disse o anão. – Eu tenho o que te serve. Vês aquele castelo?

– Sim – disse Carlos Magno.

– Pois bem! É do sr. Harderic, o maior malfeitor que existiu sobre a terra, desde o rei Atila e o falso profeta Maomé.

– Tanto melhor – disse o imperador.

– Mas lá, a coisa não será fácil. Ele tem o sono leve e a mão pesada. Haverá golpes para receber.

– Tanto melhor, tanto melhor! – disse o imperador.

– Pois bem! Vai colocar outra couraça, uma couraça sombria como a noite na qual é preciso que deslizemos. Toma um punhal curto, em lugar dessa longa espada. A espada é uma arma do dia, para atingir de longe. À noite não se golpeia senão o que se toca. Têm-se os olhos na mão, e não é preciso que os olhos estejam muito longe da lâmina. Vai e volta, espero aqui, contando os ducados para ver se minha conta está certa.

0 imperador não esperou que lhe dissesse duas vezes; tornou a entrar em casa, e voltou logo, coberto com uma cota de malhas de aço brunido, que lhe tomava o corpo como um gibão e se lhe encaixava na cabeça como um capuz. Ele tinha mais, na cintura uma faca larga, curta e cortante, como o gládio romano. 0 anão o examinou dos pés à cabeça, e fez um sinal de aprovação.

– Então – disse Carlos Magno -, a caminho.

– A caminho – disse o anão.

E saíram os dois do palácio; e na estrada, a mais direta, isto é, atravessando as terras, avançaram para o castelo de Harderic.

Caminhando, Carlos Magno encontrou um marco, que servia para delimitar um campo; arrancou-o da terra e colocou ao ombro.

– Que diabo fazes tu? – disse o anão.

– Acreditas que encontraremos a porta aberta? – perguntou o imperador.

– Não – respondeu o anão.

– Pois então! Eu levo com que arrombá-la.

0 anão desatou a rir.

– Isto – disse ele -, e à primeira pancada que bateres, a guarnição inteira estará de pé, e então que encontrarás tu para apanhar? Algum frango assustado, que terá escapado para os fossos. Eu te acreditava mais forte, mestre!

– 0 que é preciso então fazer? – perguntou Carlos Magno, meio confuso com a sua inexperiência.

– Isto me concerne – disse o anão.

Carlos Magno deixou-o tomar seu marco e continuou o caminho sem dizer uma única palavra.

Chegando à porta, como tinha pensado Carlos Magno, encontraram-na fechada. Então ele olhou para seu anão, como para lhe perguntar o que era preciso fazer; o anão lhe fez sinal para se manter o mais perto da porta que lhe fosse possível; e, lançando-se sobre uma figueira que crescia nos fossos, e da figueira agarrando-se à muralha, ele subiu, enfiou sucessivamente as mãos e os pés nos intervalos das pedras, até as seteiras, e desapareceu. Um instante depois, Carlos Magno ouviu uma chave ranger na fechadura: a porta se moveu pesadamente, mas sem ruído, depois permaneceu entreaberta justamente o necessário para deixar passar um homem. Carlos Magno passou; o anão fechou a porta com as mesmas precauções que tinha tomado para abri-la, e os dois ladrões se acharam dentro do pátio do castelo.

– Eis aqui vosso caminho – disse o anão, mostrando a Carlos Magno a escada que conduzia aos aposentos do castelo , e eis o meu – continuou, mostrando a cavalariça.

– Por que não vens comigo? – perguntou Carlos Magno.

– Porque eu também tenho meu golpe para dar – disse o anão.

E, pondo-se a correr de quatro patas como um cão, a fim de não ser reconhecido por nenhuma criatura humana, no caso de ser visto, ele atravessou o pátio e entrou na baia.

Essa confiança do anão excitou o amor-próprio de Carlos Magno; ele subiu a escada o mais suavemente que pode, entrou nos aposentos e, graças a um raio de luar que apareceu no céu justamente nesse momento, ele chegou até o quarto situado antes daquele em que Harderic dormia com sua mulher. Chegando lá, estendeu a mão para ver se não encontraria nada que pegar, e sua mão caiu sobre um cofre rodeado de ferro, que lhe pareceu dever conter dinheiro ou jóias. Nesse momento o cavalo do castelão relinchou tão violentamente, que Carlos Magno estremeceu.

– Ei – disse Harderic, despertando, sobressaltado. – Que se passa em minha cavalariça?

– Nada – respondeu sua mulher -, é o teu cavalo que relincha.

– Meu cavalo não tem o costume de relinchar assim – disse Harderic -, é preciso que alguém que ele não conheça tente desatá-lo.

– E quem pensas que quer soltar teu cavalo?

– Quem? Por Deus! Um ladrão!

E, a essas palavras, Carlos Magno escutou Harderic descer do leito e tomar a espada. Então ele se afastou e, graças ao raio de luar, viu-o passar. Carlos Magno permaneceu num canto, amaldiçoando o anão, e mantendo, em todo caso, a mão sobre a guarda da espada. Ao fim de um instante, o castelão voltou.

– E então? – disse-lhe a mulher. – Que havia na cavalariça?

– Não havia nada – respondeu Harderic -, mas há três ou quatro noites que não consigo dormir.

– E tu não podes dormir porque meditas, sem dúvida, alguma coisa.

– É verdade disse o castelão.

– E que meditas tu?

– Posso te dizer agora – respondeu Harderic – porque o tempo em que nosso projeto deve se realizar está quase chegando; amanhã eu e onze outros condes, barões e senhores, devemos matar o rei Carlos, que nos impede de ser os donos de nossos domínios; estamos cansados de suportar isso, e não o queremos mais sofrer.

– Ah! Ah! Ah! – fez baixinho Carlos Magno.

– Oh! meu Deus, meu Deus! – disse a castelã, desolada. – E se vosso conluio malogra, vós estais perdidos.

– Impossível – disse o castelão -, estamos ligados entre nós por juramentos os mais terríveis; amanhã, convocados para a assembléia, como todos os outros, nós entramos no palácio, sem despertar nenhuma suspeita; estaremos bem armados, e ele não estará, cercaremos seu trono, bater-lhe-emos e ele cairá.

– E quais são os conjurados?

– É o que não posso dizer, mesmo a ti; mas seu compromisso assinado com seu sangue está aqui no quarto ao lado, fechado no cofre que se acha sobre a mesa.

Carlos Magno alongou a mão, o cofre estava bem ali onde havia indicado Harderic.

– Está bem – disse a castelã. – Deus ajude que tudo isto corra bem.

– Amém! disse o castelão.

E ele voltou a dormir: durante algum tempo ainda, ouviram-se os suspiros da castelã, mas bem depressa sua respiração doce e igual se misturou aos roncos do esposo; os dois tinham retomado o sono interrompido.

Então Carlos Magno apanhou o cofre, pô-lo embaixo do braço, atravessou os aposentos, desceu a escada e chegou ao pátio. Viu lá seu anão que se debatia sobre o cavalo de guerra do castelão, o qual relinchava e escavava o solo, como se julgasse indigno dele obedecer a um tão miserável escudeiro. Mas então o bom imperador se atirou sobre ele, e mal o cavalo sentiu o peso de um homem, e compreendeu com que cavaleiro exercitado tinha que se haver, tornou-se doce como um cordeiro. Então Carlos Magno pegou o anão pela gola de sua roupa, pô-lo na garupa e partiu num grande galope.

Chegando ao castelo, Carlos Magno abriu o cofre que tinha roubado, e aí encontrou o compromisso dos doze conjurados, assinado com sangue. Então fez despertar sua gente e ordenou que num dos pátios do palácio se construíssem onze forcas de proporções ordinárias e uma décima segunda mais alta que as outras, e no alto de cada um dos doze patíbulos fez gravar numa tabuleta o nome de um dos doze conjurados, e sobre a forca mais alta o nome de seu chefe Harderic.

Depois, como tinha duas entradas no palácio, ordenou que se recebessem todos os outros barões convocados por uma porta e em um outro pátio, e que não recebessem senão os conspiradores pela porta e no pátio das forcas.

E aconteceu assim como Carlos Magno tinha ordenado, tão bem, que, quando viu todos os barões reunidos, relatou-lhes a conspiração tramada contra ele, mostrou-lhes o compromisso assinado com o sangue dos doze conjurados, e lhes perguntou que pena tinham merecido: e todos os barões, a uma só voz, disseram que tinham merecido a morte.

Então Carlos Magno fez abrir as janelas que davam para o segundo pátio, e os barões viram os doze conspiradores pendurados nas doze forcas.

E, em memória da aparição celestial, à qual ele devia a vida, denominou o palácio onde isto aconteceu “Ingelheim” ou a Casa do Anjo.

Extraído do blog Contos do Covil