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	<title>O Conselheiro Acácio</title>
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	<description>Hipérboles hiperboreanas e prolixas pra acalentar bovinos</description>
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		<title>O Conselheiro Acácio</title>
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		<title>Ray Charles &#8211; Hallelujah I Love Her So (1955)</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 23:49:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselheiro Acácio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Músicos]]></category>
		<category><![CDATA[Ray Charles]]></category>
		<category><![CDATA[1955]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Video]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho que já ouvi essa música hoje umas vinte vezes&#8230;


Let me tell you &#8217;bout a girl I know
She is my baby and she lives next door
Every mornin&#8217; &#8216;fore the sun comes up
She brings me coffee in my favorite cup
That&#8217;s why I know, yes, I know
Hallelujah, I just love her so
When I&#8217;m in trouble and I [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1484&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Acho que já ouvi essa música hoje umas vinte vezes&#8230;</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/11/16/ray-charles-hallelujah-i-love-her-so-1955/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Cf0X7QuK4LI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<h3></h3>
<p>Let me tell you &#8217;bout a girl I know<br />
She is my baby and she lives next door<br />
Every mornin&#8217; &#8216;fore the sun comes up<br />
She brings me coffee in my favorite cup<br />
That&#8217;s why I know, yes, I know<br />
Hallelujah, I just love her so</p>
<p>When I&#8217;m in trouble and I have no friend<br />
I know she&#8217;ll go with me until the end<br />
Everybody asks me how I know<br />
I smile at them and say, &#8220;She told me so&#8221;<br />
That&#8217;s why I know, oh, I know<br />
Hallelujah, I just love her so</p>
<p>Now, if I call her on the telephone<br />
And tell her that I&#8217;m all alone<br />
By the time I count from one to four<br />
I hear her [KNOCK-KNOCK-KNOCK-KNOCK] on my door</p>
<p>In the evening when the sun goes down<br />
When there is nobody else around<br />
She kisses me and she holds me tight<br />
And tells me, &#8220;Daddy, everything&#8217;s all right&#8221;<br />
That&#8217;s why I know, yes, I know<br />
Hallelujah, I just love her so</p>
<p>Now, if I call her on the telephone<br />
And tell her that I&#8217;m all alone<br />
By the time I count from one to four<br />
I hear her [KNOCK-KNOCK-KNOCK-KNOCK] on my door</p>
<p>In the evening when the sun goes down<br />
When there is nobody else around<br />
She kisses me and she holds me tight<br />
And tells me, &#8220;Daddy, everything&#8217;s all right&#8221;<br />
That&#8217;s why I know, yes, I know<br />
Hallelujah, I just love her so<br />
Oh, hallelujah<br />
Don&#8217;t you know, I just love her so<br />
She&#8217;s my little woman, waitin&#8217; all this time<br />
Babe, I&#8217;m a little fool for you, little girl&#8230;<br />
(FADE OUT)</p>
Posted in Músicos, Ray Charles Tagged: 1955, Música, Video <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conselheiroacacio.wordpress.com/1484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conselheiroacacio.wordpress.com/1484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conselheiroacacio.wordpress.com/1484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conselheiroacacio.wordpress.com/1484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1484/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1484&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A importância da desinportância</title>
		<link>http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/11/12/a-importancia-da-desinportancia/</link>
		<comments>http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/11/12/a-importancia-da-desinportancia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 23:07:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselheiro Acácio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meus Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Meus]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;Um homem carrega seus livros&#8221;. A frase ressoa na minha cabeça como se a ouvisse pela primeira vez. Estranhamente o autor da frase não se lembra dela. Tinha eu onze, talvez doze anos. Lembro que me causou fortíssima impressão. Somente anos depois pude notar que foi ali que começou minha atração quase maníaca pela estética [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1475&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1476" title="I Love Realism" src="http://conselheiroacacio.files.wordpress.com/2009/11/85401788.jpg?w=240&#038;h=300" alt="I Love Realism" width="240" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Um homem carrega seus livros&#8221;. A frase ressoa na minha cabeça como se a ouvisse pela primeira vez. Estranhamente o autor da frase não se lembra dela. Tinha eu onze, talvez doze anos. Lembro que me causou fortíssima impressão. Somente anos depois pude notar que foi ali que começou minha atração quase maníaca pela estética das frases.</p>
<p style="text-align:justify;">E só foi bem depois disso que me convenci que a beleza por si só já era mais do que um meio ou um motivo, mas um fim em si,  só então é que pude me desculpar por mais essa futilidade confessa. E ainda que alguém discorde, se pensarmos que em nossas vidas tudo de importante volta e meia vem empacotado com um bolo de futilidades&#8230; eu hoje não perderia tempo tentando me justificar.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas volto a frase. Estou na sala da casa dos meus pais, meu pai curvado na estante recolhe seus últimos livros antes de sair de casa. Eu pergunto o que ele está fazendo, a frase ressoa, e meu interesse por livros torna-se instantâneo. Dramaticamente instantâneo, para o bem ou para o mal.</p>
<p style="text-align:justify;">À partir daquele momento surgia uma nova necessidade, se a frase não fosse dita, eu talvez colecionasse selos ou moedas ao invés de livros. Ninguém acredita em destino a não ser quando um pedaço de reboco despenca do alto de um prédio pra nossa cabeça. A tragédia é inerente a condição humana, e perceber as coisas como inevitáveis ajuda a confortar o inesperado. Hoje acho que aquele momento foi determinante e inevitável, influenciou minha personalidade para o resto da vida. E não é fácil admitir o acaso, mesmo que o bom senso nos implore a entender que foi uma mera casualidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Digo isso pra me fazer entender, não é de hoje que me chamam de velho. Todas as minhas namoradas repetiram isso em algum momento e meus amigos mais próximos não escondem o espanto e não cansam de lembrar minha vergonhosa velhice precoce. Como alguém prefere Coltrane à sei lá o que esteja na moda? Nem eu mesmo consigo entender. Nenhum amigo meu ouvia Coltrane, Miles ou Charlie Parker, nem sabiam que eles existiam. E o motivo não é fútil, não havia quem os conhecesse por perto. Grande parte das coisas diferentes que conheci veio pelos livros. Eu nunca correria pra uma loja de disco a quilômetros de distância da minha casa se não tivesse lido um romancezinho besta (que infelizmente não lembro o nome) contando as histórias de um saxofonista americano exilado em Paris; sem isso eu nunca me perguntaria que tipo de música era aquela, e sem conhecer, nunca saberia se iria gostar ou não.</p>
<p style="text-align:justify;">Dia desses eu folheava um livro do Hesse, me veio a pergunta: como seria minha vida se eu nunca tivesse lido Demian, ou ainda o Lobo da Estepe. o Lobo é o maior culpado da minha vergonhosa senilidade, depois que li a primeira vez devo ter envelhecido uns dez anos tentando superar os questionamentos que o livro causou. É certo que não devemos nos cobrar tanto ou tentar avançar além das nossas pernas, poucas coisas aliás, são mais inconvenientes que uma criança ou um jovem de bom senso. Hoje admito isso de bom grado, e não escondo o desejo de diminuir sucessivamente o pouco bom senso que acumulei ou fingi ter acumulado até o mínimo possível. Pretendo aos 40 já ter atingido o mesmo nível de um bêbe, quem sabe?!</p>
<p style="text-align:justify;">Não tenho como evitar, mas estou convencido que a glória do dia-a-dia está reservada ao idiota da objetividade, ao Medalhão do Machado, ao Conselheiro Acácio do Eça. E se não fossem essas figuras eu talvez fosse o canalha fundamental que o Nelson Rodrigues tanto condenava. Não fosse Oscar Wilde e seu Dorian Gray, eu talvez desse mais importância ao meu trabalho. Não fosse o Hesse, eu talvez me desesperasse sem saber que existe uma certa unidade que eu posso buscar.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, quem não me conhece tão bem, até pode pensar que a maior importância da minha vida sejam os meus livros e os meus discos, e por isso eu sou um velho &#8212; ou pior um jovem travestido de velho. Mas eu particularmente não penso, nem tento pensar nisso. Não faz muito  tempo que passei a reconhecer que a maior importância na vida de alguém é buscar ou criar alguma coisa bela. Ainda que não tenha sentido ou utilidade. Ainda que não consiga.</p>
<p>Pra mim, os livros são só uma maneira de continuar buscando essas coisas enquanto eu estou sozinho em casa. Nunca os permito serem substitutos da realidade, são desimportantes, e por isso mesmo essenciais.</p>
Posted in Meus Textos Tagged: Crônica, Meus <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conselheiroacacio.wordpress.com/1475/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conselheiroacacio.wordpress.com/1475/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1475/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1475/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1475/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1475/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conselheiroacacio.wordpress.com/1475/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conselheiroacacio.wordpress.com/1475/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1475/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1475/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1475&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>CANdYRAT Records</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 16:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselheiro Acácio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um selo pra lá de foda que descobri por acaso pela internet. Os caras tem uma seleção incrível de músicos, tentei achar um cara ruim em todo o site e não consegui, todos são bons e a maioria excelente. Alguns dos meus novos favoritos aí embaixo:



Posted in Andy McKee, Músicos, Sergio Altamura, Stefano Barone Tagged: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1470&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Um selo pra lá de foda que descobri por acaso pela internet. Os caras tem uma seleção incrível de músicos, tentei achar um cara ruim em todo o site e não consegui, todos são bons e a maioria excelente. Alguns dos meus novos favoritos aí embaixo:</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/11/04/candyrat-records/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Ddn4MGaS3N4/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/11/04/candyrat-records/"><img src="http://img.youtube.com/vi/wDFP_MbvyGc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/11/04/candyrat-records/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Xr4YRsa5DPo/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
Posted in Andy McKee, Músicos, Sergio Altamura, Stefano Barone Tagged: Música, Video <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conselheiroacacio.wordpress.com/1470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conselheiroacacio.wordpress.com/1470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conselheiroacacio.wordpress.com/1470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conselheiroacacio.wordpress.com/1470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1470/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1470&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Tony Rice &#8211; Shenandoah (Bluegrass Journey)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 15:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselheiro Acácio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dos maiores mestres em Flatpicking guitar, tocando uma versão de fazer muito marmanjo chorar da tradicional Shenandoah:

Posted in Músicos, Tony Rice Tagged: flatpickers, Música, Video      <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1467&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Um dos maiores mestres em <em>Flatpicking guitar, </em>tocando uma versão de fazer muito marmanjo chorar da tradicional Shenandoah:</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/11/04/tony-rice-shenandoah-bluegrass-journey/"><img src="http://img.youtube.com/vi/xswwXOPhoTU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
Posted in Músicos, Tony Rice Tagged: flatpickers, Música, Video <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conselheiroacacio.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conselheiroacacio.wordpress.com/1467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conselheiroacacio.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conselheiroacacio.wordpress.com/1467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1467/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1467&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Arte Poética</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 19:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselheiro Acácio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritores Franceses]]></category>
		<category><![CDATA[Paul-Marie Verlaine]]></category>
		<category><![CDATA[Agusto de Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>

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		<description><![CDATA[VERLAINE ( Tradução de Augusto de Campos )
Antes de tudo, a música preza
portanto, o ímpar. Só cabe usar
o que é mais vago e solúvel no ar
sem nada em si que pousa ou que pesa.
Escolher palavras é preciso,
mas com certo desdém pela pinça;
nada melhor do que a canção cinza
onde o indeciso se une ao preciso.
uns belos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1451&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><img class="alignleft size-full wp-image-1461" title="Paul Verlaine" src="http://conselheiroacacio.files.wordpress.com/2009/10/paul-verlaine.jpg?w=272&#038;h=458" alt="Paul Verlaine" width="272" height="458" /><strong>VERLAINE ( Tradução de Augusto de Campos )</strong></p>
<p style="text-align:right;">Antes de tudo, a música preza<br />
portanto, o ímpar. Só cabe usar<br />
o que é mais vago e solúvel no ar<br />
sem nada em si que pousa ou que pesa.</p>
<p style="text-align:right;">Escolher palavras é preciso,<br />
mas com certo desdém pela pinça;<br />
nada melhor do que a canção cinza<br />
onde o indeciso se une ao preciso.</p>
<p style="text-align:right;">uns belos olhos atrás do véu,<br />
o lusco-fusco no meio-dia<br />
a turba azul de estrelas que estria<br />
o outono agônico pelo céu!</p>
<p style="text-align:right;">pois a nuance é que leva a palma,<br />
nada de cor, somente a nuance!<br />
nuance, só, que nos afiance<br />
o sonho ao sonho e a flauta na alma!</p>
<p style="text-align:right;">foge do chiste, a farpa mesquinha,<br />
frase de espírito, riso alvar,<br />
que olhe do azul faz lacrimejar,<br />
alho plebeu de baixa cozinha!</p>
<p style="text-align:right;">a eloquência? torce-lhe o pescoço!<br />
e convém empregar de uma vez<br />
a rima com certa sensatez<br />
ou vamos todos parar no fosso!</p>
<p style="text-align:right;">quem nos dirá dos males da rima!<br />
que surdo absurdo ou que negro louco<br />
forjou em jóia este toco oco<br />
que soa falso e vil sob a lima?</p>
<p style="text-align:right;">música ainda e eternamente!<br />
que teu verso seja o vôo alto<br />
que se desprende da alma no salto<br />
para outros céus e para outra mente.</p>
<p style="text-align:right;">que teu verso seja a aventura<br />
esparsa ao árdego ar da manhã<br />
que enche de aroma ótimo e a hortelã&#8230;<br />
e todo o resto é literatura.</p>
Posted in Escritores Franceses, Paul-Marie Verlaine Tagged: Agusto de Campos, Poema <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conselheiroacacio.wordpress.com/1451/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conselheiroacacio.wordpress.com/1451/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1451/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1451/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1451/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1451/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conselheiroacacio.wordpress.com/1451/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conselheiroacacio.wordpress.com/1451/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1451/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1451/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1451&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>

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			<media:title type="html">Paul Verlaine</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Na Bienal teve até livro!</title>
		<link>http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/09/24/na-bienal-teve-ate-livro/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 04:04:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselheiro Acácio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meus Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Meus]]></category>

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		<description><![CDATA[



Bienal 2009: Foto G1




Desde a última crônica que escrevi neste modesto e semi-abandonado periódico, o desinteresse kafkiano que parecia disposto a me contaminar, parece finalmente ter se estabelecido, e aparentemente,  passa muito bem obrigado. Mas, confesso à um ou outro, que aqui ainda restam mais que alguns respingos de megalomania e futilidade &#8211;  afinal, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1438&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-1440" title="Bienal" src="http://conselheiroacacio.files.wordpress.com/2009/09/bienal_011575363-ex00.jpg?w=375&#038;h=495" alt="Foto retirada do G1" width="375" height="495" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Bienal 2009: Foto G1</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">Desde a <a href="http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/01/28/george-carlin-esta-no-inferno-sabino-verdureiro/" target="_blank">última crônica</a> que escrevi neste modesto e semi-abandonado periódico, o desinteresse kafkiano que parecia disposto a me contaminar, parece finalmente ter se estabelecido, e aparentemente,  passa muito bem obrigado. Mas, confesso à um ou outro, que aqui ainda restam mais que alguns respingos de megalomania e futilidade &#8211;  afinal, o que mais pode fazer alguém escrever para anônimos eventuais que aterrissam casualmente pelo Google, ou para um ou outro conhecido que estranha e insistentemente retorna para ler os meus rabiscos?</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo não havendo justificativa prática ou necessidade para tal, ainda me justifico: sou um saudável amador, sem pretenções (ou talentos) de profissional. Gosto de escrever, como quem gosta de ouvir o som da própria voz; auto-adulação, auto-indulgência, chame como quiser. Aproveito também os meus últimos dias, pois desgraçadamente a distância entre o que é amador e o que é profissional parece se encurtar a cada dia.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas vá lá, alguém irá dizer (hoje em dia, alguém tem sempre algo a dizer), a internet é democrática, grátis, fácil, blah blah blah&#8230; aquela boa e velha cantilena padrão que estamos acostumados a ver escorrer de teleprompters conhecidos. Mas a ladainha vai ainda mais longe, descreve como as ferramentas de hoje dão oportunidades iguais para profissionais e amadores, novos gênios e estetas da literatura. Ninguém fala no entanto, na gigantesca massa de mediocridade que esparrama mais tédio que repulsa, ou da ausência de novos gênios e estetas.</p>
<p style="text-align:justify;">A Bienal parece que tentou reforçar a impressão de que um novo Tolstói teria as mesmas oportunidades de divulgação que o Marcelo Rubens Paiva, o Mirisola, ou qualquer um dos autores independentes que apareceram insistentemente  nas propagandas e reportagens sobre o evento &#8212; sempre humildes e agradecidos pelo pequeno espaço cedido, apesar de raramente se desfazerem de seus tipecos de literatos mal humorados e obstinados ao sucesso imortal. Estranhamente, o típico escritor amador (ou independente) de hoje, orgulhosamente se vende como um herói que luta  em um terreno editorial hostil para uma platéia desinteressada, quando o que realmente deseja é bem mais prosaico e condizente à frase: se vender, ganhar grana, escrever uma coluninha aqui, uma resenha aculá e etc. Particularmenter não tenho nada contra quem queira ganhar dinheiro com literatura, só não sou simpático ao típico produto final, ainda msi quando alguém adiciona marketing à mistura, aí sim eu sinto ânsias de vômito.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos stands e corredores da Bienal, um passante mais atento eventualmente se perguntaria por que as outras pessoas que não vieram ao evento não lêem ou não demonstram o mínimo interesse em fazê-lo, pensam isso, claro, enquanto consomem os livros empilhados nos stands com a serenidade  e freqüência de quem devora uma rabanada natalina. O próximo banquete literário, só deverá ocorrer durante a FLIP do ano que vem. Mas durante estes dias de Bienal, o livro e a leitura voltam a ser a matéria preferida dos jornais. E durante esse período peculiar já é fácil encontrar na rua alguém que lhe repita um bordão de como a leitura é essencial, uma pessoal mais desatenta pode até ter a impressão de que se está próximo do dia em que irão valorizar o conteúdo gerado por amadores ou até mesmo pelos profissionais.</p>
<p style="text-align:justify;">É claro que no resto do mundo,a discussão sobre novas mídias colaborativas e  Conteúdo Gerado por Usuários (User Generated Content, na forma original), vão muito além das divagações do Caio Túlio Costa e do semi-obscuro, e pouco mais relevante, Andrew Keen.</p>
<p style="text-align:justify;">Keen demonstra uma preocupação legítima: os excessos da turba, que se alimenta da própria ignorância em velocidade assustadora, o que me parece um argumento ingênuo, pois as inovações tecnológicas não causam o fenômeno, só o facilitam. A tendência a simplificação de idéias e desinformação, é tão antiga quanto as tais velhas mídias &#8212; inclua-se aqui, o jornal, onde a folha corrida de Caio Túlio Costa, pode muito bem servir de exemplo.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas se a grande mídia se torna cada vez mais impessoal &#8211; um excesso de cautela moldado pelo medo de despesas jurídicas &#8211; a pequena mídia, também auto-intitulada de mídia independente, é fraca e descompromissada, além de sofrer com um pequeno paradoxo: os pequenos se dizem o futuro, mas tudo que mais desejam é crescer. Um complexo ainda a ser estudado pelos pscicólogos.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas vá lá, meu saldo pessoal da Bienal, sem contar as entradas?</p>
<p style="text-align:justify;">- R$30,00 em um lanche vagabundo pra dois (leia-se, 2 hamburgers + 2 refrigerantes);<br />
- R$15,00 em um café e duas águas minerais;<br />
- R$150,00 em livros (leia-se 4 livros).</p>
<p style="text-align:justify;">Um belo incentivo à cultura como ser pode notar, em alguns momentos não pude deixar de me surpreender, e dizer para mim mesmo, &#8220;tem até livro aqui&#8221;. O site da Bienal até se vangloria de poder ser considerado um case de sucesso de Marketing (com letra maiúscula mesmo). Livros caros, aparições midiáticas e filas imensas para ver autores de segunda e terceira,  centenas de pessoas exaustas pelo chão sem um lugar para sentar, além de um tumulto digno de domingo no Maracanã, faltando realmente muito pouco para ver voar uma ou outroa garrafinha de mijo.</p>
<p style="text-align:justify;">Confesso que na segunda-feira seguinte fui à uma das minhas livrarias favoritas pra matar a saudade dos livros que eu ainda não tenho dinheiro pra comprar, casualmente ela estava vazia como sempre.</p>
Posted in Meus Textos Tagged: Crônica, Meus <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conselheiroacacio.wordpress.com/1438/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conselheiroacacio.wordpress.com/1438/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1438/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1438/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1438/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1438/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conselheiroacacio.wordpress.com/1438/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conselheiroacacio.wordpress.com/1438/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1438/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1438/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1438&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Prefácio &#8211; O Retrato De Dorian Gray (Oscar Wilde)</title>
		<link>http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/09/09/prefacio-o-retrato-de-dorian-gray-oscar-wilde/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 03:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselheiro Acácio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritores Irlandeses]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Wilde]]></category>
		<category><![CDATA[Trecho]]></category>

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		<description><![CDATA[
O artista é o criador de coisas belas.
O objectivo da arte é revelar a arte e ocultar o artista.
O crítico é aquele que sabe traduzir de outro modo para um novo material a sua impressão de coisas belas.
A mais elevada, tal como a mais rasteira, forma de crítica é um modo de autobiografia.
Os que encontram [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1434&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_1435" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1435" title="dorian_gray" src="http://conselheiroacacio.files.wordpress.com/2009/09/dorian_gray.jpg?w=500&#038;h=620" alt="1945: Filme de Albert Lewin sobre a novela de Oscar Wilde" width="500" height="620" /><p class="wp-caption-text">1945: Filme de Albert Lewin sobre a novela de Oscar Wilde</p></div>
<p style="text-align:justify;">O artista é o criador de coisas belas.</p>
<p style="text-align:justify;">O objectivo da arte é revelar a arte e ocultar o artista.</p>
<p>O crítico é aquele que sabe traduzir de outro modo para um novo material a sua impressão de coisas belas.</p>
<p>A mais elevada, tal como a mais rasteira, forma de crítica é um modo de autobiografia.</p>
<p>Os que encontram significações torpes nas coisas belas são corruptos sem sedução, o que é um defeito.</p>
<p>Os que encontram significações belas nas coisas belas são os ocultos: para esses há esperança.</p>
<p>Eleitos são aqueles para quem as coisas belas apenas significam Beleza.</p>
<p>Um livro moral ou imoral é coisa que não existe. Os livros são bem escritos, ou mal escritos. E é tudo.</p>
<p>A aversão do século XIX pelo Realismo é a fúria de Caliban ao ver a sua cara no espelho.</p>
<p>A vida moral do homem faz parte dos temas tratados pelo artista, mas a moralidade da arte consiste no uso perfeito de um meio imperfeito. Nenhum artista quer demonstrar coisa alguma. Até as verdades podem ser demonstradas.</p>
<p>Nenhum artista tem simpatias éticas. Uma simpatia ética num artista é um maneirismo de estilo imperdoável.</p>
<p>O artista nunca é mórbido. O artista pode exprimir tudo.</p>
<p>O pensamento e a linguagem são para o artista instrumentos de arte.</p>
<p>O vício e a virtude são para o artista matérias de arte.</p>
<p>Sob o ponto de vista da forma, a arte do músico é o modelo de todas as artes. Sob o ponto de vista do sentimento, é a profissão de actor o modelo.</p>
<p>Toda a arte é, ao mesmo tempo, superfície e símbolo. Os que penetram para além da superfície, fazem-no a expensas suas. Os que lêem o símbolo, fazem-no a expensas suas.</p>
<p>O que a arte realmente espelha é o espectador, não a vida.</p>
<p>A diversidade de opiniões sobre uma obra de arte revela que a obra é nova, complexa e vital.</p>
<p>Quando os críticos divergem, o artista está em consonância consigo mesmo.</p>
<p>Podemos perdoar a um homem que faça alguma coisa útil, conquanto que não a admire. A única justificação para uma coisa inútil é que ela seja profundamente admirada.</p>
<p>Toda a arte é completamente inútil.<br />
<em><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<em><strong>* Retirado do site <a href="http://coquetteintelectual.blogs.sapo.pt/4107.html" target="_blank">Coquette Intelectual</a></strong><br />
</em></p>
Posted in Escritores Irlandeses, Oscar Wilde Tagged: Trecho <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conselheiroacacio.wordpress.com/1434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conselheiroacacio.wordpress.com/1434/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1434/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1434/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conselheiroacacio.wordpress.com/1434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conselheiroacacio.wordpress.com/1434/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1434/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1434&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>

		<media:content url="http://conselheiroacacio.files.wordpress.com/2009/09/dorian_gray.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">dorian_gray</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A Mosca Azul (Machado de Assis)</title>
		<link>http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/07/07/a-mosca-azul-machado-de-assis/</link>
		<comments>http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/07/07/a-mosca-azul-machado-de-assis/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 03:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselheiro Acácio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritores Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://conselheiroacacio.wordpress.com/?p=1427</guid>
		<description><![CDATA[Mosca col el Giraso, de Migue! (Flickr)
Era uma mosca azul, asas de ouro e granada,
Filha da China ou do Indostão.
Que entre as folhas brotou de uma rosa encarnada.
Em certa noite de verão.
E zumbia, e voava, e voava, e zumbia,
Refulgindo ao clarão do sol
E da lua &#8211; melhor do que refulgiria
Um brilhante do Grão-Mogol.
Um poleá que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1427&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1428" title="mosca" src="http://conselheiroacacio.files.wordpress.com/2009/07/mosca.jpg?w=450&#038;h=337" alt="mosca" width="450" height="337" /><a href="http://www.flickr.com/photos/26856666@N07/3434400593/" target="_blank"><em>Mosca col el Giraso, de Migue! (Flickr)</em></a></p>
<p>Era uma mosca azul, asas de ouro e granada,<br />
Filha da China ou do Indostão.<br />
Que entre as folhas brotou de uma rosa encarnada.<br />
Em certa noite de verão.</p>
<p>E zumbia, e voava, e voava, e zumbia,<br />
Refulgindo ao clarão do sol<br />
E da lua &#8211; melhor do que refulgiria<br />
Um brilhante do Grão-Mogol.</p>
<p>Um poleá que a viu, espantado e tristonho,<br />
Um poleá lhe perguntou:<br />
- &#8220;Mosca, esse refulgir, que mais parece um sonho,<br />
Dize, quem foi que te ensinou?&#8221;</p>
<p>Então ela, voando e revoando, disse:<br />
- &#8220;Eu sou a vida, eu sou a flor<br />
Das graças, o padrão da eterna meninice,<br />
E mais a glória, e mais o amor&#8221;.</p>
<p>E ele deixou-se estar a contemplá-la, mudo<br />
E tranqüilo, como um faquir,<br />
Como alguém que ficou deslembrado de tudo,<br />
Sem comparar, nem refletir.</p>
<p>Entr as asas do inseto a voltear no espaço,<br />
Uma coisa me pareceu<br />
Que surdia, com todo o resplendor de um paço,<br />
Eu vi um rosto que era o seu.</p>
<p>Era ele, era um rei, o rei de Cachemira,<br />
Que tinha sobre o colo nu<br />
Um imenso colar de opala, e uma safira<br />
Tirada ao corpo de Vixnu.</p>
<p>Cem mulheres em flor, cem nairas superfinas,<br />
Aos pés dele, no liso chão,<br />
Espreguiçam sorrindo as suas graças finas,<br />
E todo o amor que têm lhe dão.</p>
<p>Mudos, graves, de pé, cem etíopes feios,<br />
Com grandes leques de avestruz,<br />
Refrescam-lhes de manso os aromados seios.<br />
Voluptuosamente nus.</p>
<p>Vinha a glória depois; &#8211; quatorze reis vencidos,<br />
E enfim as páreas triunfais<br />
De trezentas nações, e os parabéns unidos<br />
Das coroas ocidentais.</p>
<p>Mas o melhor de tudo é que no rosto aberto<br />
Das mulheres e dos varões,<br />
Como em água que deixa o fundo descoberto,<br />
Via limpos os corações.</p>
<p>Então ele, estendendo a mão calosa e tosca.<br />
Afeita a só carpintejar,<br />
Com um gesto pegou na fulgurante mosca,<br />
Curioso de a examinar.</p>
<p>Quis vê-la, quis saber a causa do mistério.<br />
E, fechando-a na mão, sorriu<br />
De contente, ao pensar que ali tinha um império,<br />
E para casa se partiu.</p>
<p>Alvoroçado chega, examina, e parece<br />
Que se houve nessa ocupação<br />
Miudamente, como um homem que quisesse<br />
Dissecar a sua ilusão.</p>
<p>Dissecou-a, a tal ponto, e com tal arte, que ela,<br />
Rota, baça, nojenta, vil<br />
Sucumbiu; e com isto esvaiu-se-lhe aquela<br />
Visão fantástica e sutil.</p>
<p>Hoje quando ele aí cai, de áloe e cardamomo<br />
Na cabeça, com ar taful<br />
Dizem que ensandeceu e que não sabe como<br />
Perdeu a sua mosca azul.</p>
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		<title>PC (Antônio Prata)</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 23:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselheiro Acácio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antônio Prata]]></category>
		<category><![CDATA[Escritores Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[3/8/09
O politicamente incorreto está na moda nos meios de comunicação. (Fora deles, não, pois não pode estar na moda o que nunca caiu em desuso). Colunistas, jornalistas e blogueiros enchem o peito e, como se fossem os paladinos da liberdade de expressão, desancam os movimentos sociais, o feminismo, maio de 68, os quilombolas, os índios [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1420&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">3/8/09</p>
<p style="text-align:justify;">O politicamente incorreto está na moda nos meios de comunicação. (Fora deles, não, pois não pode estar na moda o que nunca caiu em desuso). Colunistas, jornalistas e blogueiros enchem o peito e, como se fossem os paladinos da liberdade de expressão, desancam os movimentos sociais, o feminismo, maio de 68, os quilombolas, os índios e tudo mais que tiver um ar de correção política ou cheire a idéias de esquerda. Tá legal, eu aceito os argumentos, mas não levantem as vozes tanto assim: não há ousadia nenhuma em ser politicamente incorreto no Brasil; aqui, a realidade já o é.</p>
<p style="text-align:justify;">Imagine uma escola religiosa na Dinamarca. Flores nas janelas, cheiro de lavanda no ar, vinte alunos loiros, com cristo no coração e leite A correndo pelas veias, respondendo a uma chamada oral sobre o Pequeno Príncipe. Ali, o garoto que se levantar e cuspir no chão será ousado. Mostrará que a despeito do aroma de lavanda, o ser humano é áspero, é contraditório, é violento. Quando a realidade fica muito Saint-Exupéry, é importante que surjam uns Sex Pistols para equilibrar. Agora, cuspir no chão de uma escola municipal em São Paulo, diante da professora assustada que não consegue fazer com que os alunos, analfabetos aos dez anos, fiquem quietos, não tem nenhuma valentia. Quando a realidade da polis é o caos, o som e a fúria são a correção política.</p>
<p style="text-align:justify;">O sarcasmo dirigido aos intelectuais de esquerda seria audaz e iconoclasta caso o Brasil tivesse vivido de 37 a 45 e de 64 a 85 sob as ditaduras de Antonio Candido e Paulo Freire. Se antropólogos de pochete e índios com camisa do Flamengo estivessem ameaçando o agronegócio, devastando lavouras de soja para plantar urucum e cabaça para fazer berimbau. Se durante o carnaval as feministas pusessem no lugar da Globeleza drops de filosofia com Marilena Chauí e Susan Sontag. Se a guitarra elétrica fosse banida da MPB pela banda de pífanos de Caruaru. Do jeito que as coisas são, contudo, o neoconservadorismo faz sucesso não porque choca a burguesia, ao cuspir no solo de onde brotam seus nobres valores, mas porque assina embaixo da barbárie vigente &#8211; e ri dela.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos EUA, o politicamente correto está tão entranhado nas relações que eles até o chamam pelo apelido: PC. Aqui, as duas letras ainda nos remetem ao tesoureiro do Collor, o ex-presidente que caiu após escândalos de corrupção e apareceu na capa dos jornais essa semana depois de ser eleito para chefiar uma comissão no senado. Enquanto não substituirmos um PC pelo outro, em nosso imaginário e nas manchetes, quem quiser cuspir no chão pode continuar cuspindo, mas deixe de lado esse tom varonil de quem está pegando touro à unha, quando não faz mais do que chutar cachorro morto.</p>
Posted in Antônio Prata, Escritores Brasileiros Tagged: Crônica <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conselheiroacacio.wordpress.com/1420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conselheiroacacio.wordpress.com/1420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conselheiroacacio.wordpress.com/1420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conselheiroacacio.wordpress.com/1420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conselheiroacacio.wordpress.com/1420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conselheiroacacio.wordpress.com/1420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conselheiroacacio.wordpress.com/1420/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1420&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Bar ruim é lindo, bicho! (Antônio Prata)</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 23:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselheiro Acácio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antônio Prata]]></category>
		<category><![CDATA[Escritores Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conselheiroacacio.wordpress.com&blog=2378334&post=1414&subd=conselheiroacacio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-1415" title="boteco1" src="http://conselheiroacacio.files.wordpress.com/2009/05/boteco1.jpg?w=232&#038;h=172" alt="boteco1" width="232" height="172" /></p>
<p style="text-align:justify;">Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).</p>
<p style="text-align:justify;">No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.</p>
<p style="text-align:justify;">Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.</p>
<p style="text-align:justify;">– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.</p>
<p style="text-align:justify;">Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.</p>
<p style="text-align:justify;">O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.</p>
<p style="text-align:justify;">Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).</p>
<p style="text-align:justify;">– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?</p>
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