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TED: A incrível inteligência dos corvos (Joshua Klein)

Um dos videos mais interessantes que eu já vi nos últimos tempos. Para quem não conhece a fonte, o TED (Technology, Entertainment e Design), trata-se de um fórum internacional onde idéias inovadoras ligadas a tecnologia, entretenimento e design são demonstradas e discutidas.

Infelizmente a palestra está toda em inglês, mas vale a pena pra quem tiver um tempo extra e conseguir se virar no idioma original.

No video, Joshua Klein demonstra como é possível estimular a “evolução” de alguns animais, de modo que estes possam executar tarefas que normalmente julgaríamos impossíveis ou muito pouco prováveis.

O video é ainda mais interessante se pensarmos como ele demonstra que modelos colaborativos podem extender resultados para além da espécie humana.

O assunto não é lá tão novo, a National Geografic publicou recentemente uma reportagem onde um grupo de chimpanzés aprendeu sozinho a utilizar ferramentas na caça de outros animais. Já existiam também outros registros bem mais antigos sobre esse tipo de evolução no comportamento de animais.

No entanto a demonstração com os corvos serve para mostrar como o ser humano pode interferir na “educação” dos animais com fins práticos e de benefícios mútuos, ao invés de simplesmente ensiná-los a pular, rolar e ir buscar gravetos ;-)

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Morre Bo Diddley, o homem da guitarra quadrada…

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Autonomia sobre o próprio forno (xkcd)

x = Tempo
y = Minha saúde de uma forma geral
P = O dia em que eu descobri que poderia comer bacon quando quisesse!

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As últimas 8 coisas antes de morrer

Abril 23, 2008 Conselheiro 3 comentários

Recebi da Nat um meme bem legal para dar seguimento por aqui. A idéia é descrever oito coisas que gostaríamos de fazer antes de morrer. Segue minha lista:

1 – Viajar pela America Latina. Essa é uma das muitas coisas que tenho malocado nas minhas listas de pendências desde que me entendo por gente. Sempre quis fazer o caminho Inca completo até Machu Picchu. Também sempre quis conhecer o deserto do Atacama, os Lagos Andinos, as Ilhas Flutuantes de Uros em Puno, a Colonia del Sacramento e Punta Del Este e claro é dar um pulo em Isla Negra no Chile pra ver onde o Neruda viveu…

2 – Ir pra uma reunião no trabalho vestido igual o Raiden do Mortal Kombat. E se alguém me perguntasse por que eu fui vestido daquele jeito, responder gritando o nome de um dos golpes dele em japonês (ou chinês, sei lá?!)… E se alguém ainda me pedisse para ir embora, protagonizar uma cena digna de uma versão oriental de um Dia de Fúria.

3 – Fazer uma super-mega-ultra-hyper festa de despedida com todos os meus amigos, inclusive os que eu não vejo a anos. Me aproveitando da desculpa que seria a última vez que eles me veriam com vida e etc…

4 – Escrever um livro, e gostar do resultado. Seria legal se outras pessoas gostassem também.

5 – Viver pelo menos 1 ano isolado da civilização, seguindo uma linha parecida com a do Wald do Thoreau… Acho que seria legal passar um tempo no meio do nada, sem me preocupar em ganhar dinheiro, manter um emprego, fazer a barba, ou ter que ficar sendo social o tempo todo… Se possível na companhia de algumas pessoas importantes para mim, que estariam dispostas a acompanhar a viagem.

6 – Confesso que esse não tem muitas chances de rolar, mas seria muito foda acompanhar o Roger Water e o David Gilmour tocando Comfortably Numb em um mega estádio lotado. Ou se eles resolvessem voltar a sair em turnê com a banda, passar pelo menos um ano na estrada acompanhando os caras.

7 – Passar pelo menos um ano vivendo em um hárem a minha inteira disposição. Talvez ainda menos provável do que a turnê com o Pink Floyd, mas já que sonhar é de graça…

8 – Eu desejaria pra depois de morrer que os antigos espíritos do mal transformassem minha forma decadente em Mun-Há, o ser eterno!!! (risada maligna no fundo)

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A boa e velha negociata

Como já dizia o bom e velho Barão de Itararé: “uma negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados”. Com isso em mente é possível examinar com olhares mais críticos e uma certa desconfiança algumas das últimas notícias sobre as manifestações estudantis na UnB. Como bem já se sabe através dos jornais, os estudantes ocupam a sala da reitoria em uma manifestação pacífica exigindo a saída do reitor Timothy Mulholland em represália ao uso indevido de verba pública, onde ao invés do famigerado reitor investir em pesquisas decidiu que seria melhor investir o dinheiro na compra de lixeiras futuristas e na decoração do próprio apartamento. Nada anormal para alguém da sua posição, como o próprio Timothy afirmou na época que o caso veio a tona.

Nesta última frase talvez exista bem mais que o óbvio escárnio e a certeza da impunidade. Existe a institucionalização da corrupção. Fica ainda mais claro quando presenciamos os protestos a favor do reitor realizado hoje por alguns funcionários, conforme notícia do Estadão. Os outros servidores não defendem a inocência do reitor, não argumentam nada. Só defendem — ocultamente, ou talvez até inconscientemente — o direito de mamar no que é público, o dever de se gastar com generosidade o que não é seu, entre outras coisas.

Com isso não quero afirmar que todos os funcionários que apóiam o reitor são corruptos, mas que preferem o corporativismo à alguma moralidade, disso não tenho dúvidas. A figura prepotente do reitor nesse caso serve mais para nos lembrar o tipo de preocupação e cuidado que se tem com o dinheiro público. Para provar essa teoria sobre o vazio na guarda dos cofres públicos, convido a lembrar um caso recente: as ONG’s fantasmas criadas aqui no Rio de Janeiro, lembram? De todo o absurdo do gigantesco esquema de corrupção somente uma imagem me impressionou, mais ainda que todas as cenas de descaso ou dos fracos resultado obtidos nas investigações. Lembro claramente que em um determinado momento em que um dos integrantes do baixo clero da quadrilha era preso ele exclamava, inconformado com a própria prisão, que o dinheiro que ele roubou era dinheiro público, e por isso não tinha dono, e que portanto não havia crime.

Seguindo essa mesma lógica inocente — e grotesca –, não é de se admirar que o reitor e alguns dos funcionários na UnB não consigam entender as suas próprias acusações de corrupção. Para eles isso faz parte do funcionalismo público. Não se pune por que sempre foi assim. Divagando ainda mais nas possibilidades, se por um momento observássemos através da nossa constituição com menos da metade do simplismo necessário para justificar estes absurdos, poderíamos enquadrar o caso em situação similar a de qualquer outro crime contra a vida, onde ao se omitir em evitar um crime o indivíduo torna-se também um criminoso. Nesse cenário fantasioso no entanto as omissões poderiam sempre ultrapassar as portas da UnB e ir parar em outros locais mais profundos de Brasília, além do mais sempre se poderá argumentar que o fato de restringir a qualidade da educação de alguns ou limitar as carreiras acadêmicas de outros não é um crime contra a vida. E de acordo com a lei de fato não é. Mas de qualquer forma ainda prefiro continuar acreditando que não é preferível dar às leis o mesmo respeito que se deve oferecer aos direitos de um indivíduo, e por isso a omissão dos servidores públicos neste e em outros casos é tão ou mais nociva do que um homicídio.

Independente das possíveis divagações (e opiniões) sobre como o caso pode ou deve ser encarado, o que estranhamente acho mais interessante é observar como os tempos sempre evoluem de uma forma ou de outra. Anos atrás, Thoreau achava grotesco observar como a maioria sempre preferia se omitir ao invés de reagir contra algo. Hoje, os funcionários da UnB demonstram claramente que mesmo ao esboçar uma reação ainda é possível demostrar mais estupidez e mais falta de caráter do que quando se mantinham calados.

Com o tempo — e com um certo cinismo — é sempre possível considerar que o mesmo possa vir a ocorrer com alguns dos alunos da UnB em um futuro nem tão distante. Talvez tenha apenas faltado para a maioria deles uma oportunidade de se omitir, de fazer um “bom negócio”. No entanto neste exato momento, cada um deles demonstra muito mais caráter do que a maioria dos funcionários na UnB juntos, isso incluindo o já tão mencionado Timothy Mulholland.

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